terça-feira, 23 de setembro de 2008


Eu já cansei de ler textos que tratam de amor, já devorei todas as poesias da biblioteca da minha escola, já escrevi os meus próprios poemas, já chorei assistindo filmes, já imaginei a história perfeita e já lamentei pela certeza de não vivê-la.
Sou romântica - confesso e me emociono de verdade, principalmente em filmes. Adoro aquele aperto que dá no peito quando o casal não pode ficar junto, quando há um amor não correspondido e quando um dos dois vaga desesperadamente, ao som daquela trilha sonora divina, sofrendo de amor. Eu sofro junto. E adoro também quando dá tudo certo.
É muito fácil lembrar de cenas de amor, declarações românticas e tudo o mais que envolve o sentimento nesses filmes de romance. Mas, nada me deixou mais emocionada do que P.S.: Eu te amo...
Obviamente não lembro dos nomes dos personagens, tampouco dos atores ou do diretor, nunca lembro disso. Sei que chorei 126 minutos ininterruptamente e compulsivamente – até quando dava risada, era chorando! Ok, emocional à parte, penso ser a maior, melhor e mais sincera prova de amor de que tive notícias.
Eu achava que lembrar de datas era importante, que se preocupar em agradar era importante, que ser amável e carinhoso era importante, que ter tempo para a pessoa era importante, que renovar o sentimento era importante. Ainda acredito nisso tudo, mas aprendi também que é preciso cuidar do seu amor, seja como for... inclusive além da morte que pode separar...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A VÍRGULA

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.



Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


(Da campanha da Associação Brasileira de Imprensa)



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tenha dó

Em uma dessas fatídicas noites de segunda-feira resolvi zapear pelos canais de televisão antes de dormir. E, tragicamente, caí em um programa sem precedentes na minha singela opinião.
Não sou expert em tevê, mas tenho noção técnica e prática – não real – e, enfim, tenho noção, dio. Porque o que vi naquele programa passava a léguas de qualquer regra de bom-senso, mas andava ali ó, assiiiim com o surreal.

Primeiro as apresentadoras – sim porque um programa deste nível exige vááááárias – todas loiras, com voz de taquara, dançantes como se estivessem apuradas para fazer xixi, ou sei lá né, reza a lenda que existe uma tal de butterfly por aí que vai aonde fores... e enfim, o conteúdo dos comentários das queridas – credo...

E o câmera! Pobre telespectador podia vomitar a qualquer segundo. Era zoom-in-zoom-out sem fim, e nenhum, mas nenhum enquadramento tradicional, desses que tu vê a pessoa seguindo a Linha do Equador, plano americano, etc, sabe? Eu posso jurar que o câmera estava fazendo cambalhotas.

Não bastasse isso, o estúdio dá um eco pra sempre-empre-empre e jamais será possível chamar a vinheta do programa, porque ela é permanente e alta demais e chata igualmente. Um dance do tempo em que Aqqua era o máximo e a Barbie Girl fazia as vezes de Piriguéty – intragável.

E o gran finale... naquela fatídica segunda-feira estavam escolhendo essas moças que ficam dançando nos programas. Eram dez finalistas de um total de não sei quantas candidatas. As gurias ficavam saracoteando feito pandorgas sem rumo, vestindo maiôs-asa-delta cobrindo só as partes, e só isso. As finalistas eram chamadas pelos nomes e ficavam se rebolando para a câmera insana com um sorriso-super-amarelo estampado. Enfim, não deve ser mole tornar-se uma PampaCat.

Não pude saber o resultado do concurso, minha tevê queimou na segunda seguinte...
Também joguei o controle fora, já pensou se resolvo zapear de novo...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pai

Meu pai é diferente dos pais que eu conheço. Minha mãe sempre diz que ele é o filho homem que ela não teve - meu irmão mais velho nesse caso. E acho que ela tem razão.
Dizem que eu sou a cara do meu pai, que pra ser igual a ele falta só o bigode – porque meu pai, gaúcho que é, ostenta um bigode ao melhor estilo Paixão Côrtes, salvo meu exagero.
Meu pai gosta de falar alto, estufar o peito e cantar de galo. Mas, na verdade, não passa do meu irão mais velho, filho homem de minha mãe. Não possui maldade no coração, mas magoa mesmo sem querer. Sempre tem razão – invariavelmente – e reclama com facilidade.
Meu pai nasceu no interior, mesmo lugar onde enterrou seu umbigo – literalmente – lá debaixo da porteira que dá acesso à mangueira dos animais. Mas, meu pai tem estilo pop-star, não pode ver um flash, um microfone, uma câmera. Ele gosta de aparecer. O que ele não se dá conta é que não adianta aparecer para os outros enquanto deixamos nossos mais sinceros fãs esquecidos nos bastidores...
Meu pai sempre teve tempo para ajudar o próximo, faz muito por nós também, mas não sem antes pestanejar. Ele acha que sempre fez o suficiente por nós, e como nós não damos ibope como a platéia alheia, reclama.
Meu pai é sonhador. Passa a vida planejando coisas fabulosas, mas esquece de realizar. E a vida vai passando. E o tempo vai passando e tudo que passa, um dia acaba. Então, é preciso fazer, realizar, concretizar para continuar sonhando e viver em busca de realizá-los, cada um desses sonhos.
Meu pai não tem nenhum filho, mas chama suas três filhas de Juca. O cachorro ele chama de sabugo – sim aquilo mesmo que sobra do milho, o sabugo. Ele faz coisas que não entendo, não aprovo e bato pé, mas ele é pai e pai deve saber o que faz.
Meu pai é bastante ingênuo e muita gente abusa disso. Acho que aí também sou muito parecida com ele. A diferença é que vou aprendendo e procuro não repetir os mesmos erros.
Meu pai não tem muito jeito para aconselhar, dar carinho ou apoiar, mas tem amor no coração – eu sei que tem. Ele deve ser assim porque nunca teve amor do pai dele e nunca pôde ser filho. De certo, é por isso que ele é como o filho homem de minha mãe hoje, porque nunca pôde viver suas fases corretamente e não aprendeu a realizar os sonhos, só a sonhá-los.

Eu amo meu pai

Feliz Aniversário – 16/08

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Jardim Secreto

Então, aquele seria seu cantinho secreto, onde poderia dizer todas suas verdades e as inverdades que escondia de si mesma.
Um lugar tão seu que somente ela o saberia, e que poderia fazê-lo e desfazê-lo a hora que fosse.

Lá poderia realizar os sonhos e sonhar as realidades
Desenhar o mundo daquele jeitinho tímido e só.

Ela queria ficar lá, escondidinha, naquele cantinho.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Só... e sempre sozinha...

E mais uma vez a história daquela vida se repetia nos dias da moça...

Mais um adeus para sua coleção de infelicidades
Mais lembranças para aquele coração que nunca soube amar

De nada adiantava aquela moça ter olhos doces, toque suave e braços envolventes
Ela nunca foi plena e seus olhares eram ausentes
Era uma moça distante, e só, e nada mais que isso

E a vida triste daquela moça não tinha mais trilha sonora, nem ritmo, nem dança, nem nada.
Era a mesma moça que sempre foi, e só... e sempre sozinha...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Hum?!

Não sei o que vai acontecer nos próximos dias, mas acho que coisa boa não vai ser...
E não, não é pessimismo. Lembra que sou da onda do pensamento positivo?!
No entanto, essa semana fiz sacolas de telefonemas para agendar a divulgação de um evento. Trabalhinho chaaaaaaaaaato de se fazer...

O que acontece é que todos atenderam as minhas ligações. Pior ainda, todos foram gentis e solícitos comigo. Todos deram resposta positiva no ato!

Sei não hein, mas vou tirar meus patuás da gaveta, fechar o corpo e chutar - porque pode ser macumba.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Diálogos curiosos em dias comuns

B: É coisa de quem tem auto-estima lá no chão e insegurança no teto.
K: Que frase memorável...


SG: Mas eu nem sabia que teus pais tinham se separado!
K: Ah é, nem eu!!!


SH: Tu pode fazer uma foto do painel novo que instalamos?
K: Claro, queres pra já?
SH: Não, pra quando puderes.
Instantes depois...
SH: Oi, tu já fez aquelas fotos que te pedi antes, né!
K: Não, irei assim que puder...


I: Tens a última edição do jornal?
K: Não, já clipei.
I: Mas onde é que a gente consegue jornal aqui, preciso saber quando circula a próxima edição.
K: Uma ligação pra redação não resolve isso?
I: Mas era justamente o que eu tava querendo evitar...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

E agora???

Em maio dei vivas à organização e disse que não fico histérica com esquecimentos – mas fico sim, caraio!
Também disse que não suporto que minhas coisas desapareçam, tamanha minha noção de organização...

Então, onde será que enfiei o cérebro enquanto fazia o “informativo” que ajudo a elaborar aqui na firma? Porque, definitivamente, não tenho a mínima idéia. Ou será que também não tenho cérebro?

O fato é o seguinte – e se me chamar de exagerada leva chinelada hein...
Este ano o “informativo” da firma circulou em edição exclusiva. Sim, super periódico – uma vez só, em junho. Deve ser em homenagem a São João. Já que na Serra Gaúcha somos todos devotos e temos as festas juninas mais porretas do Brasil...

Bueno, mas o fato é que a contracapa teria 15 fotos dos “nossos momentos” – todos construídos pela minha pessoa, que foi a retratista, claro. Acontece que eu fiz fotos de todos os setores e esqueci de publicar duas delas. E ainda tapei o furo com imagens de arquivo.
Percebe quanto sem noção que eu sou. Agendei, fiz as fotos, salvei tudo e não fui capaz de pôr no “informativo”.

Claro que já enviei e-mail pedindo desculpas aos setores invisíveis – porque além de organizada eu sou polida também.
Mas como eu posso me redimir pelo erro?
Lembra quando eu disse que seria edição exclusiva, néam...

E viva São João!!!