quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Motim

Ontem quase fui parte de um verdadeiro motim de funcionários, mesmo sem querer ou ter motivos para tal. O fato, é que uma reunião interna deu conta de "comunicar" aos arigós que determinado banco havia comprado a folha de pagamento do estabelecimento. Gente, até aí tudo ok. Afinal, toda "firma" que se preze faz isso hoje em dia. Certo?

Errado né... Alheios a esta prática capitalista a galera enfureceu. Depois da reunião com a chefia - claro - alguns tomavam café na cozinha da "firma" quando entrei, suuuuuper inocente. De pronto comecei a ouvir os reclames e disse: Caaaaaaaaalma gente! Pronto né, pedi para que todos os objetos pontiagudos fossem enfiados na minha pessoa sem noção.

Poxa! Era o fim dos tempos e eu, na minha falta de percepção, pedia calma. Como os arigós podiam estar calmos se teriam que receber seu rico salário em outro banco. Foi a tragédia anunciada e debelada na cozinha.

A dificuldade estava em ter que transferir débitos em conta, ter novas senhas, receber cartões e talões, mudar a vida financeira inteeeeeeeeeira e de lambuja ficar seis meses sem pagar taxas. E o pior de tudo, ter que fazer tudo isso naquela horinha do almoço.

Que me desculpem os colegas arigós, pois eu não tinha a noção das conseqüências que esta mudança causaria na vida de todos - pobres coitados que têm uma hora de almoço e sequer podem escolher onde receber o ordenado.

Ainda bem que eu já era cliente desse banco! Almoçarei traqüila enquanto vocês articulam o próximo motim...

2 comentários:

Rico disse...

pois bem, compartilho do mal dos teus colegas e seu tb...deixo dito aki que naum gosto de cheques, naum gosto de depósitos q naum compensam, odiava cpmf....o bom mesmo é dinheiro vivo...esse sim existe e td mundo gosta!!!

Rochele disse...

Oi querida,
Bem-vinda ao mundo dos blogs.
Você correu um grande risco. Nada pior que falar calma... quando todos estão enfurecidos. É pedir para ser o alvo da briga toda. Quem sabe até a culpada por essa transferência de banco.